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VIAGEM AO CHILE: QUANDO IR E O QUE FAZER EM SANTIAGO

Plaza de las Armas square in Santiago, Chile

Que a América do Sul é um continente cheio de riquezas incríveis todo mundo já sabe, mas não é todo mundo que desbrava seus países com olhos atentos para as melhores coisas da vida. O que é uma pena, principalmente se estivermos falando do Chile – e, mais especificamente, da sua capital, Santiago.

Por muitos anos o Chile foi “só o Chile”: um país do outro lado da Cordilheira dos Andes que, além de extremamente sísmico (o país tem tremores absolutamente todos os dias, o que faz com que “viver um terremoto” seja ponto turístico), tinha alguma tradição em vinhos.

Hoje, algumas coisas mudaram. Os tremores não, eles continuam lá, mas não se preocupe: o país inteiro tem estrutura para segurar as pontas até mesmo quando os ponteiros da escala Richter parecem querer quebrar recordes. Mas, no resto, a percepção do turista mudou com a modernização de Santiago ao longo dos anos e o charme de cidades litorâneas, como Viña del Mar. Principalmente em relação aos vinhos: atualmente, os chilenos são tão valorizados e requisitados (ou até mais, para sermos honestos) do que rótulos europeus.

Se você já sentiu vontade de passear por ruas largas, arborizadas, com visual arquitetônico que passeia entre o passado clássico e o futuro moderno, pode começar a partir de agora a olhar passagens para visitar Santiago. Com um orçamento que cabe na maioria dos bolsos, essa viagem promete ser uma das mais inesquecíveis da sua vida.

Quando ir e o que fazer em Santiago do Chile?

Aqui vão algumas dicas para depois que você ultrapassar a Cordilheira dos Andes. Vale lembrar que, lá em cima, o melhor programa é tirar fotos dos picos da cordilheira, que podem estar brancos de neve nos meses próximos ao inverno (abril e maio) e, claro, no meio do ano.

A propósito, as temporadas de transição são as melhores para visitar o Chile: os meses de outono e primavera do hemisfério sul tendem ao clima mais aprazível, sem muito frio ou calor intenso. Se você visitar cidades litorâneas, pode deixar o biquíni em casa se não estiver no altíssimo verão: o Pacífico tem águas geladas e muito raramente vai convidar os turistas a um mergulho…

Em Santiago, as dicas são:

Visite uma vinícola

Os passeios nas vinícolas de Santiago e adjacências contam com visita guiada pelas plantações, explicação sobre a história da empresa (algumas, como a Concha & Toro, têm lendas bem interessantes!) e geralmente culminam com degustação de vinhos.

Suba na Sky Costanera

A torre mais alta da América do Sul tem mais de 60 andares e, no seu topo, proporciona ao visitante a vista panorâmica de 360 graus da cidade. Ela está aberta à visitação de 10h às 22h, todos os dias, e o último elevador de visitantes sobe às 21h.

Vá à casa de Pablo Neruda

O poeta chileno, ganhador do Prêmio Nobel em 1971, tem três casas no país, que viraram museus e ponto de peregrinação dos amantes das artes e das letras. Uma delas, a La Chascona, fica em Santiago e vale a visita. Foi dentro dessa casa que Neruda viveu um tórrido e clandestino romance com Matilde Urrutía, que viria a se tornar sua esposa. É considerada sua residência mais “poética”.

Faça um bate-volta ao Valle Nevado

Se o mês for de inverno e você quiser brincar um pouquinho na neve, visite o Valle Nevado por um dia. Isso é completamente possível se você sair de Santiago, uma vez que o topo da montanha está a menos de duas horas de distância da cidade e, uma vez lá, não há muito o que se fazer para querer ficar muitos dias.

Só tome cuidado com duas coisas: a primeira é contratar um serviço de traslado, e não tentar ir de carro alugado, a menos que você tenha experiência com direção em áreas de neve. A segunda é não comer coisas que pesem no estômago logo de manhã, já que a subida ao vale, muitas vezes feita por vans, conta com mais de 60 curvas fechadas.

Bata perna

Visite o centro histórico, a Casa de la Moneda (residência presidencial), os jardins, os parques. Vá ao Museu dos Direitos Humanos e termine a noite no Bellavista, o bairro mais boêmio da cidade.

Ir ao restaurante Giratorio é legal e bem turístico – todo o mundo parece querer comer um prato de frutos do mar em um lugar bem alto e que roda sutilmente –, mas essa está longe de ser a melhor coisa em Santiago.

Tire pelo menos dois dias para bater perna e descobrir o que Santiago tem, desde o mercado central às feirinhas de rua onde você pode degustar um “completo”, que é o nome do cachorro quente chileno que tem de tudo – até abacate!

Você vai entender, ao fim da viagem, que acabou conhecendo uma cidade de ares europeus na América do Sul – e que essa experiência pode ser muito mais gratificante do que visitar a própria Europa.

Plaza de las Armas square in Santiago, Chile

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