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ROTEIRÃO: RIO DE JANEIRO

Se a gente fizer as contas com cuidado, vai perceber que é bem possível que existam mais músicas sobre o Rio de Janeiro do que pontos turísticos na cidade – e, não, não é por falta de ponto turístico. Alguém pode passar três meses no Rio, sair todos os dias para passear e deixar a cidade clamando que não conheceu tudo o que deveria.

A realidade das músicas (algumas, hinos de toda uma geração) é que a cidade é tão inspiradora que, mesmo com todas as coisas que vemos sobre ela nos jornais, a vontade de conhecê-la (e amá-la) é sempre grande.

Vamos começar o texto falando sobre o elefante branco na sala: nem sempre o planejamento de viagem para a capital fluminense mostra um panorama tranquilo. Os brasileiros testemunham, diariamente, a luta do povo carioca por mais segurança na maior parte de seus bairros, e não apenas nos mais carentes. Quem já foi sabe que é uma cidade linda de se visitar, mas que não é, exatamente, um local para “brincar” de ser turista.

O estado de alerta sempre estará presente. E está tudo bem.

Afinal, muito maior do que todos os seus problemas, o Rio de Janeiro é uma cidade viva, cheia de belezas naturais, arquitetônicas e culturais. Sede das Olimpíadas de 2016 e de vários jogos da Copa do Mundo, a cidade se prepara, ano a ano, para receber milhões de visitantes ávidos por suas novidades e seu ar boêmio, malandro e inigualável.

Andar por suas ruas não é apenas um passeio pela história do estado do Rio, mas também do Brasil, já que essa foi uma das nossas capitais federais. E o Museu do Amanhã, situado na Praça Mauá, no Centro, é apenas uma das muitas amostras de que essa história rica e cativante ainda não terminou de ser escrita. Cada visitante, cada morador e cada turista apaixonado faz do Rio um lugar com potencial para ser melhor, hoje e no futuro. E é justamente dessa esperança de continuar em uma trajetória mais “bela” do que “fera”, pra dizer o mínimo, que a cidade sobrevive.

Pronta a sempre inspirar poetas, músicos e artistas das mais variadas áreas (não se assuste se esbarrar com uma celebridade, nacional ou internacional, por lá), o Rio é um destino completo para todas as idades. Mais do que isso, para todos os objetivos de viagem: quer descanso junto à natureza? Tem. Quer balada? Tem. Quer barzinho para esquecer da vida? Tem. Quer fazer rodízio em museus, teatros e cinemas? Tem.

Quer se sentir especial em uma das cidades mais famosas e charmosas do mundo? Tem também.

Afinal, não importa o que você vai fazer no Rio, a chance é grande de você sair de lá com mais amigos do que quando entrou. Só tome cuidado com uma coisa: mesmo com tudo de não tão bom que você já deve ter ouvido falar desse lugar, o jeitinho carioca pode te fazer querer ficar na cidade pra sempre, mesmo nos horários de pico.

Principais pontos turísticos do Rio de Janeiro

 

É difícil pensar no Rio de Janeiro sem deixar vir à mente o principal símbolo da cidade: o Cristo Redentor.

De braços abertos sobre a Guanabara, a imagem gigantesca do Cristo é uma das maravilhas do mundo moderno (título dado pela Unesco) e atrai turistas de todos os lugares (e religiões). Mesmo quem não segue ou acredita no cristianismo se vê maravilhado, se não pela energia que emana, pelo detalhismo arquitetônico e artístico que carrega.

Lá de cima do Corcovado é possível ver boa parte da área verde da cidade, além de uma visão panorâmica da costa fluminense. Pode ativar o modo selfie quando estiver passeando por lá.

Outro ponto turístico mundialmente conhecido do Rio de Janeiro é o bondinho do Pão de Açúcar, que vale o ingresso de quem não tem medo de altura. A paisagem é inigualável – e nem precisa dizer que a experiência é única.

Se você tiver sorte, vai conseguir ver, durante a “viagem” de bondinho, alguns escaladores tentando subir o complexo de morros. A cena pode dar um certo desespero, mas fique tranquilo: essa é uma das atividades preferidas dos amantes dos esportes radicais, que treinam muito para conquistar o objetivo.

Mas, se você tem a impressão de que esses são as únicas opções de passeio na cidade maravilhosa, principalmente por ver muito das duas coisas na novela, pense duas vezes.

Listamos aqui dez coisas que você não pode perder em sua visita à cidade:

Um jogo no Maracanã (o Fla x Flu é o clássico mais famoso do país);

Uma passadinha na Sapucaí (se a viagem for no carnaval, essa é parada obrigatória);

Um passeio pela orla de Copacabana;

Um mergulho na praia de Ipanema, eternizada pelos poetas Vinícius de Morais e Tom Jobim;

Uma foto na escadaria do Selarón, no bairro de Santa Tereza;

Uma noitada na Lapa, com direito a voltar pra casa só com o raiar do dia;

Fazer trilha pela Floresta da Tijuca (se você é fã de esportes de contato extremo com a natureza);

Tirar uma foto – e, quem sabe, até pular de parapente – na Pedra da Gávea;

Andar de bike (alugada) pela Lagoa Rodrigo de Freitas;

Uma tarde no Jardim Botânico.

Acha que acabou? Calma: o Rio é muito mais do que isso, com opções que vão te fazer repensar o passado e o futuro como cidadão do país. Se é história que você busca, vá ao Museu Histórico Nacional, à Biblioteca Nacional do Brasil, ao Forte de Copacabana e, sempre que possível, dê uma esticadinha em cidades vizinhas que tenham, também, muita história pra contar. Petrópolis e Niterói são duas opções bem diferentes entre si, mas igualmente encantadoras para o turista.

E, pra finalizar, se quiser morrer de amores pelo Rio de Janeiro depois do pôr do sol, vá até o Mirante Dona Marta para observar a cidade do alto. O Parque das Ruínas, no Santa Tereza, é outro ponto turístico que causa emoção e reflexão histórica ao mesmo tempo.

The Christ the Redeemer statue, created by French sculptor Paul Landowski and built between 1922 and 1931 atop the Corcovado Mountain in Rio de Janeiro, Brazil.

Onde se hospedar no Rio de Janeiro

 

Decidir onde ficar no Rio de Janeiro não é algo difícil, já que a cidade é lotada de opções para todos os gostos e bolsos. Afinal, estamos falando da principal cidade turística brasileira, e não se encher de hotéis, pousadas e hostels seria um contrassenso.

Fora o AirBNB, que em cidades cosmopolitas, como o Rio, pode ser uma opção e tanto. Até mesmo o Ronaldinho Gaúcho já colocou sua casa à disposição no aplicativo de hospedagem… pela bagatela diária de 34 mil reais durante a Copa do Mundo no Brasil, é verdade, mas ninguém pode falar que a intenção não foi boa.

Desde os albergues em praias como Arpoador e Ipanema até o Copacabana Palace, passando por hotéis de redes mais econômicas ou com selo de luxo internacional, o Rio vai te abrigar da maneira que for. Tudo depende do seu orçamento de viagem e de quanto pretende investir em hospedagem.

A única dica para escolher corretamente é: escolha a localização de acordo com suas prioridades de passeio. Se você quer curtir a praia todos os dias, não adianta se hospedar em um bairro longe do litoral e ter que pegar ônibus todos os dias. O gasto pode ser mínimo, mas o desgaste vai ser gigantesco.

Se for viajar para assistir a um jogo de futebol, fique em hotéis perto dos estádios, para evitar o trânsito carioca, que não é dos mais amigáveis. A mesma coisa vale para quem quer curtir o carnaval no sambódromo: quando mais perto da Sapucaí você fizer sua morada temporária, melhor.

Muita gente também vai ao Rio para tirar visto para os Estados Unidos, o que movimenta bastante a cidade em épocas de “baixa temporada”. Se você vai viver essa aventura, lembre-se de ficar próximo ao hotel ou ao aeroporto, para evitar ter que dar voltas pela cidade e gastar um dinheiro que não estava programado para essa finalidade. De despesas, já basta os valores dos vistos…

O que comer no Rio de Janeiro

 

Como antiga capital do Brasil, o Rio de Janeiro recebeu milhares de pessoas vindas de todas as partes do país em seus anos como distrito federal. Essa mistura de gente fez com que a cidade pudesse, hoje, oferecer uma diversidade interessante em sua cozinha, que vai desde o camarão da praia até o bife com batata frita.

Não se engane, contudo, pelas aparências: o Rio tem, sim, suas próprias marcas gastronômicas. Alguns exemplos são os biscoitos Globo, também vendidos nas areias das praias, a famosíssima feijoada carioca, feita com feijão preto, e o tradicional filé a Osvaldo Aranha, feito em homenagem a um político… gaúcho.

O prato é um dos mais solicitados nos restaurantes do Rio de Janeiro e, embora bem simples, é inesquecível. Trata-se de filé mignon temperado com alho frito e acompanhado de arroz, batatas portuguesas e farofa de ovos.

Fizemos uma listinha de cinco lugares onde você deve ir para ser bem servido e falar, com propriedade, que esteve no Rio de Janeiro:

Escondidinho, no Beco dos Bombeiros, 12;
Confeitaria Colombo, na Rua Gonçalves Dias, 32;
Irajá Gastrô, na Rua Conde de Irajá, 109;
Cipriani, na Avenida Atlântica, 1702;
Bar Urca, na Rua Cândido Mendes, 205.

Quanto custa visitar o Rio de Janeiro?

 

O Rio de Janeiro é uma cidade muito acessível, em termos de orçamento, já que, para passagens aéreas, seus aeroportos funcionam como um hub de conexão, deixando as viagens para lá um pouco mais baratas, além de ter diversas opções de hospedagem e alimentação conforme o bolso de cada visitante.

Os passeios também não são caros – isso quando não são de graça.

Mas devemos nos lembrar que, em dois momentos do ano, o Rio vive sua alta temporada: na última semana do ano, para o réveillon, e durante o carnaval, em que vira, praticamente, o centro do planeta Terra.

Nessas duas ocasiões pode ser mais difícil encontrar boas opções de passagens e hospedagem em conta, principalmente se o viajante não se planejar para isso com bastante antecedência. Se você quer ver o show de fogos do ano novo ao vivo das areias de Copacabana, por exemplo, o mínimo de antecedência indicada para programar essa viagem é julho.

No mais, como a gente sempre diz aqui na 123Milhas, quem faz uma programação detalhada e antecipada das experiências que quer viver acaba encontrando oportunidades de fazer isso sem gastar uma dinheirama. E, quanto mais despojada for a viagem para o Rio, menor pode ser o orçamento inicial requerido.
Afinal, se tem uma cidade que aceita turista apertado de grana e, ainda assim, oferece condições especiais na empada com cerveja na praia, esse lugar é o Rio de Janeiro.

Como ir para o Rio de Janeiro com a 123Milhas

 

O Rio de Janeiro é uma cidade privilegiada com dois bons aeroportos à disposição dos viajantes. O Aeroporto de Santos Dumont (SDU) fica no Centro da cidade e recebe voos domésticos de todas as partes do Brasil. É a escolha perfeita para quem vai fazer bate-volta ou quer gastar menos com deslocamento entre o aeroporto e a hospedagem.

Já os voos internacionais, dentre outras várias opções domésticas, chegam e partem do Aeroporto Internacional Tom Jobim, também conhecido como Galeão – e que atende pelo código GIG na compra das passagens –, que fica na Ilha do Governador. Ainda é Rio de Janeiro, mas é um pouco mais afastado.

Se você tiver a opção de escolher entre os dois aeroportos, saiba que o Santos Dumont é o preferido dos viajantes, tanto pela localização privilegiada quanto por sua arquitetura. Ele fica praticamente dentro do mar, o que dá ares realmente bem cariocas aos pousos e decolagens que abriga. Tombado como patrimônio do estado, ele tem vista privilegiada para o Pão de Açúcar, e o por do sol faz com que a espera pelo voo seja bem menos entediante.

Gostou de saber mais sobre o Rio de Janeiro? Agora chegou a hora de planejar sua viagem pra lá! Se precisar de ajuda, conte com a gente!

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