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Como perder o medo de avião – Parte 2

Já falamos em um post sobre como perder o medo de avião, pois isso é uma das coisas que impedem muita gente de fazer o que há de mais maravilhoso no mundo: viajar. Existem pessoas que têm um medinho leve e até entram na aeronave, mas não sem antes se benzerem, rezarem e colocarem o pé direito dentro do avião primeiro. Para essas, as dicas do nosso post servem como uma ajuda para relaxar e aproveitar o voo – afinal, como dissemos por lá, avião é o segundo meio de transporte mais seguro do mundo; perde apenas para o elevador.

Mas também existem pessoas que não pisam em um avião de jeito nenhum. Não viajam longas distâncias, mesmo que tenham o sonho de conhecer outros lugares, porque essa viagem depende da geringonça voadora. Quem tem muito medo de avião e mora no sul pode nunca chegar a conhecer o nordeste brasileiro, uma vez que a viagem de carro pode levar dias – até semanas, e, quando finalmente chega ao destino, já é hora de voltar.

Para esse segundo grupo de pessoas as dicas que já demos podem não ser suficientes… É por isso que fizemos um complemento, explicando um pouco mais da delícia que é voar para que o medo vá se dissipando aos poucos e as viagens não tardem a acontecer.

 

Entendendo a Aeronave

Uma das razões para a maioria de nós ter medo de avião é não entender como a engenhoca funciona. Afinal, como assim uma caixa de metal conseguir flutuar no ar? Perder o medo de avião também tem a ver com entender o funcionamento da nave. Por exemplo: as asas dela são feitas para fazer o avião… balançar. Então, sim, isso é comum e até necessário, assim como um pouso “menos suave”, dependendo da força e das correntes de vento.

Turbulências assustam, mas são super normais para os padrões de quem estudou a vida inteira para pilotar uma aeronave. Imagine a turbulência como uma lombada, um quebra molas no céu: dependendo do tamanho dessa lombada, o avião pode sofrer uma balançada bem leve, ou até uma maior, daquelas que geram frio no estômago… De fato, não é agradável passar por uma turbulência, mas ela não significa que o avião vai cair ou será danificado para o resto do voo. Elas não só são esperadas pelos pilotos (e pelos construtores de aeronaves) como, também, podem ser previstas: o comandante tende a avisar aos passageiros que afivelem os cintos, pois a aeronave vai passar por uma zona de turbulência.

E, nessa hora, nada melhor do que fazer o que o piloto diz. As turbulências mais fortes podem machucar as pessoas que estão sem cinto de segurança, uma vez que elas podem ser jogadas para cima – lembre-se que estamos falando de um quebra molas aéreo! E você já deve ter visto o que acontece quando passamos por um desses em solo sem sermos avisados do impacto…

Mas voltando às causas, uma turbulência pode ser mecânica, quando a aeronave está próxima ao solo e desloca correntes de ar ao seu redor, causando a sensação de um quebra molas em estrada de terra. Ela também pode ser causada pelo jet stream, uma espécie de “rio gasoso” próximo à aeronave. E a turbulência pode também ser causada por outros fatores, mas o importante é dizer que, estando sentadinho e com o cinto de segurança afivelado, não importa o tamanho ou o tipo de turbulência: as chances de algo dar errado são praticamente nulas.

Aliás, já que falamos tanto dos quebra molas nesse texto, vale lembrar que estatísticas comprovam que é muito mais provável que uma pessoa sofra um acidente a caminho do aeroporto, pertinho do chão, do que dentro de uma aeronave. E o conhecimento é sempre a melhor arma para tirar o medo do caminho. No texto anterior demos dicas, nesse falamos um pouco das turbulências, mas existe uma infinidade de outras coisas que você pode ler – e até perguntar aos pilotos – para ter certeza de que não vale a pena deixar de viajar por ter medo de avião.

Já falamos e não cansamos de repetir: voar é um privilégio, e essa experiência deve ser celebrada sempre que possível. Deixe seu medo de lado, compre sua passagem aérea com a gente e sinta toda a emoção de ter o mundo literalmente a seus pés.

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