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COMO LEVAR ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO NO VOO?

Transportar animal de estimação no avião

Tem gente cuja paixão pelo seu bichinho de estimação é tão arrebatadora que chega a ser inimaginável excluir o bom amigo da viagem dos sonhos. Ainda bem que, para assegurar que todos viagem com conforto e bem-estar – inclusive os pets –, algumas regras atuais da aviação são favoráveis.

Hoje, por exemplo, cães e gatos de pequeno porte (até dez quilos, contando com a caixinha em que ele viaja) podem ser acomodados na cabine, bem juntinho de seus donos. Outros animais, de maior porte ou selvagens, devem responder a alguns requisitos para ter a autorização de viajar nos porões do avião.

Mas, se você quer levar seu Yorkshire para passear – e não uma sucuri de vários metros –, esse post é para você. Entenda nas dicas abaixo como acomodar confortavelmente seu bichinho, garantir a segurança dele e das pessoas no voo e saiba os documentos indispensáveis para embarcar junto de seu animal de estimação na próxima aventura.

 

Informe-se, com antecedência, das condições de voo do seu animal

Como dissemos ali em cima, bichinhos com menos de 10kg (contando seu recipiente de viagem) podem viajar na cabine com os donos, enquanto animais de maior porte devem ser transportados no compartimento de cargas do avião, a menos que se trate de cão guia ou de assistência emocional.

Portanto, a primeira regra é clara: para preparar a viagem, você precisa saber com muita antecedência em qual dos casos seu pet se encaixa.

Para embarcar com um animal, todas as documentações (veja a listinha logo abaixo!) devem estar em dia e, além disso, você precisa saber se a viagem exige uma vacina específica, dependendo da cidade ou país de destino. Outro ponto de atenção é buscar saber se a companhia aérea aceita a raça do bichinho que vai viajar contigo.

O recomendado é tentar se informar com alguns meses de antecedência – cinco é o mais indicado – sobre as condições para o embarque do animal. Mas, se a viagem for marcada de última hora, ligue imediatamente para a companhia e veja as possibilidades, restrições e valores que você tem em mãos.

Lembre-se de que, dependendo da companhia aérea ou do peso total do animal e de seu container, é possível que você tenha que pagar a mais para embarcar com seu bichinho.

 

Solicite o serviço

Outra dica importante é solicitar o serviço de transporte do animal tão logo você esteja inteirado das boas condições de voo do seu bichinho. Ele pode ser feito imediatamente, no site da companhia,  depois da emissão da sua passagem – e, em alguns casos, as empresas de transporte aéreo deixam que a solicitação seja feita horas antes do voo, para destinos domésticos.

Então memorize bem: antes de embarcar, será necessário ler as regras do transporte de animais na companhia do seu voo (Azul, Gol, Latam ou Avianca) e preencher o formulário de solicitação do serviço. Esse é um dos documentos obrigatórios para que seu animal viaje contigo em voos nacionais e internacionais, por isso não vale esquecê-lo.

 

Apareça no aeroporto com a completa documentação exigida

Viajar com animais é quase tão complexo quanto viajar com crianças na questão da documentação necessária: se não levar exatamente tudo o  que é exigido, nenhum dos dois vai embarcar – e, provavelmente, nem você.

Para voos nacionais, além da solicitação do transporte, são exigidos o atestado sanitário (preenchido pelo veterinário), que deve falar sobre as boas condições de saúde do animal, e é válido por dez dias após a data de emissão, e a carteira de vacinação, constando a vacina antirrábica, que deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e menos de um ano, com a inclusão do laboratório produtor, tipo e número da ampola utilizada.

Já no caso de voos internacionais, dificilmente o animalzinho viajará na cabine – mas, de qualquer jeito, é preciso apresentar os mesmos documentos exigidos para voos domésticos (solicitação do transporte, atestado sanitário e carteira de vacinação), além do Certificado Veterinário Internacional (CVI), emitido especificamente para voos internacionais e válido por 60 dias a partir da data de emissão.

Alguns destinos nacionais e internacionais têm regulamentação própria para entrada e saída de animais por aeroportos, como o de Fernando de Noronha e de Carajás, no Pará. Não deixe de se informar sobre as exigências documentais da sua cidade de destino para evitar problemas.

 

Acomode seu bichinho com conforto e segurança

Ele não vai utilizar cinto de segurança, mas também vai decolar e pousar e sentir as turbulências do voo. E, mais importante: ele não vai sair da caixinha dele, seja dentro da cabine ou no compartimento de carga. Por isso, é imprescindível ter certeza de que seu animal está viajando de maneira confortável e, principalmente, segura.

Algumas dicas para isso são se certificar de que o container é resistente, impermeável se e promove boas condições de respiração. Boa parte das companhias aéreas exige que ele seja feito de fibra ou plástico rígido, proibindo o embarque de animais em caixinhas de madeira, palha ou malas flexíveis.

Se o ser humano já acha ruim quando o espaço entre as poltronas não é suficiente, imagine acomodar o seu amiguinho em uma caixa menor só para que ela seja aceita no embarque… para evitar esse problema, compre uma embalagem onde o animal consiga ficar em pé e possa se movimentar ao menos através de um giro de 360o.

Escolha um container com dispositivo de segurança para evitar que ele abra durante o voo e seu animalzinho fique livre pela cabine do avião. Além de incomodar outros passageiros, ele pode se ferir em caso de turbulência se estiver andando livremente pelos corredores.

Aliás, vale lembrar o óbvio: não dá pra abrir as janelas do avião, então faça o embarque do seu bichinho com ele limpo, saudável e sem odores desagradáveis, além de estar em uma “casinha” igualmente limpa, desinfetada e esterilizada para o voo. Isso evita cheirinhos e, mais importante, a contaminação de passageiros, ou do próprio animal, por alguma doença.

Por fim, tente seguir todas as dicas com bastante antecedência para garantir que seu pet embarque na cabine com você: as companhias operam com um limite de três a quatro animais por voo na cabine do avião e, se essa fila já estiver completa, seu bichinho vai viajar no compartimento de carga, ainda que tenha as dimensões exatas para ir do seu lado.

Mais uma vez, planejamento de viagem é tudo. E, nesse caso, vai demonstrar todo o carinho que você tem com seu amigo de estimação, que já é parte integrante da sua família.

 

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