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Como fazer as malas após as novas regras da Anac

Novas regras de mala da ANAC

Muita gente que viajou de avião nos últimos dias no Brasil foi surpreendida pelo pedido de pagamento adicional pela mala despachada. Isso faz parte de uma nova regra aprovada pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) que permite às companhias aéreas cobrar pelos volumes que viajam no bagageiro do avião.

Isso significa que cada empresa pode cobrar quanto quiser pelas malas que não são consideradas bagagem de mão. Apesar de a cobrança não ser obrigatória – o que pode servir, inclusive, para apimentar a competição por preços entre as companhias aéreas –, muitas delas já colocaram a norma para rodar e dão duas opções de pagamento de bagagem despachada aos consumidores.

O primeiro é pela internet, onde o viajante pode falar quantos volumes de mala está levando no ato de compra da passagem. Assim, cada volume será cobrado e adicionado ao valor total da passagem, paga dentro da plataforma escolhida.

O segundo é o pagamento por volume de bagagem no guichê de atendimento da companhia aérea dentro do aeroporto. Contudo, essa opção tende a ser mais cara, uma vez que é interessante à companhia aérea saber de antemão quantos volumes terão de ser despachados no voo.

Decisão polêmica

A decisão da ANAC pelo fim da franquia gratuita de bagagens nos voos provenientes de companhias aéreas brasileiras gerou polêmica – e angariou opiniões tanto a favor da medida quanto contra.

Para quem se diz a favor, a lógica parece ser bem simples: ao pagar exatamente pelo que você vai levar, a cobrança fica mais justa. Assim, quem só viaja com uma mala de mão não precisa pagar a franquia por 23 quilos, que está embutida no preço da passagem.

Quem é contra defende que a medida seria perfeita caso as companhias aéreas realmente tirassem do preço final da passagem o valor da franquia. Em outros lugares do mundo, a mesma medida já foi aprovada, mas, mesmo assim, não foi o suficiente para que o preço de uma passagem aérea baixasse consideravelmente.

A favor ou contra, a realidade é que não dá mais para a ANAC voltar atrás na sua medida: ela é real e está vigente em aeroportos de todo o Brasil.

Para quem não quer pagar mais por bagagens, a saída é recorrer à arte de viajar apenas com a mala de mão, que pode ter dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm e, na maioria dos casos, apenas 10kg. Para todas as companhias brasileiras essa mala não é cobrada – mas, se na hora do embarque, a bagagem não tiver as dimensões corretas ou o peso correto estipulado, ela será despachada e cobrada no destino final.

Saiba quais são as especificações da mala de mão – e o que é melhor deixar para levar em bagagem despachada, mesmo que ela seja taxada pela companhia aérea.

Confira nest post quais são os valores cobrados pelas companhias aéreas brasileiras. 123milhas.com/blog/entenda-as-novas-regras-de-bagagem

O que é permitido levar na mala de mão?

Como dissemos, a mala de mão tem dimensões menores do que uma mala de viagem convencional e peso máximo de 10kg. Além dela, você pode viajar também com uma mochila ou uma bolsa, desde que nenhuma delas ultrapasse os 10kg.

De acordo com a ANAC, constam como “bagagem de mão”:

  • bolsas de mão, maletas ou equipamentos que sejam facilmente acomodados embaixo do assento do passageiro ou no compartimento superior da cabine;
  • casacos, mantas, cobertores e sobretudos;
  • uma unidade de guarda-chuva ou bengala não pontiagudos – caso sejam, devem ser despachados como bagagem convencional;
  • aparelhos ortopédicos utilizados pelo passageiro;
  • notebooks, máquinas fotográficas, binóculos;
  • livros e revistas;
  • alimentação infantil para consumo durante a viagem;
  • instrumentos musicais que passarem pelos equipamentos de raio-X sem nenhum problema;
  • carrinho de bebê dobrável, bebê conforto ou cesta.

Não é permitido levar na mala de mão:

  • recipientes com líquidos que ultrapassem os 100ml em caso de voos internacionais;
  • drones ou outros tipos de equipamentos eletrônicos com bateria inflamável;
  • facas, armas ou objetos pontiagudos (como lixa de metal ou tesourinha de unha);
  • animais de estimação (eles viajam sempre no porão do avião como bagagem despachada);
  • líquidos inflamáveis, explosivos, fósforos ou canivetes.

Ou seja: dependendo da viagem que você vai fazer, se precisar levar um frasco de perfume ou itens de manicure, vai ser necessário contar com uma bagagem despachada, pois senão corre o risco de você ter que deixar pertences para trás na hora de passar pelo raio-X.

Dicas para a bagagem de mão

Veja como organizar uma bagagem de mão que vai poder te acompanhar na viagem sem que você precise pagar por isso:

  1. Tenha dois tipos de bagagem de mão: o primeiro é a sua mala, e o segundo é uma bolsa, mochila ou pasta para levar documentos pessoais, nécessaire, chaves e outros pertences;
  2. Monte a nécessaire com itens básicos de higiene e saúde, como pasta de dente, escova de dente, fio dental, xampu, condicionador e desodorante (que não seja aerossol). Caso vá precisar de itens que não são caros, mas que não podem ser levados no voo – como lixas de metal ou tesourinha de unhas –, deixe esses pertences em casa;
  3. Leve na mala de mão seu notebook, celular, carregador de bateria e fone de ouvido. Aliás, notebooks ou qualquer outro item com bateria não pode ser levado na bagagem a ser despachada. Drones devem ser registrados e enviados separadamente ao destino pela empresa de cargas da companhia aérea;
  4. Meias e sapatos confortáveis devem fazer parte da sua mala de mão, principalmente se você vai enfrentar um voo muito longo. Não deixe de levar, também, a almofadinha de pescoço;
  5. Lanches também podem fazer parte da sua bagagem de mão;
  6. Duas ou três mudas de roupa (mais do que isso vai fazer com que sua bagagem pese mais e, por isso, não possa viajar contigo na cabine do avião).

 

O ideal é viajar com a bagagem de mão para estadias curtas, uma vez que não vale a pena, realmente, pagar a mais por uma mala se você não vai utilizar todo o espaço que ela oferece.

Já se as férias forem mais longas, lembre-se de anunciar no momento da compra da passagem aérea o número de malas a despachar – e quantos quilos terá cada uma. Assim, você conseguirá embutir na passagem o preço por elas e não vai precisar desembolsar nenhum valor a mais no aeroporto.

Tem mais dúvidas quanto à nova medida da ANAC? Fale com a 123Milhas!

 

 

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